Você sabe o que é timbre e sua importância na música? Escola de Música Perfomance / Bairro Paraíso

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Você já se perguntou por que a arte  é algo pertinente e exclusivo aos seres humanos?

Nós humanos somos de fato uma caixa de Pandora, complexa, surpreendente e curiosa. Na arte da música vemos alguns elementos que nos instiga cada vez mais e um dos principais dele é o timbre. 

Agora, porque eu fiz essa comparação com nós humanos, vos digo já: assim como cada indivíduo é um ser único, com traços e personalidades únicas, inigualáveis e por mais que hajam pessoas parecidas nunca de fato será uma cópia, seja por suas escolhas ou em qualquer outra peculiaridade, desta forma assim também é o timbre.

Contudo, a ciência do som, a acústica tenta decifrá-lo, nós buscamos saber o que acontece nesse mundo que nos cerca e com o timbre não é diferente.

O som se define por ondas sonoras que ao serem acionadas por algo vibram em algo, por exemplo, uma batida com martelo na madeira, uma bola que cai na piscina, o dedo que toca às cordas do violão, o arco que fricciona as cordas do violino, todos esses exemplos trazem movimento que continuam a vibrar de acordo do local onde foram acionados.

Tudo bem até aí, porém é agora que vem a grande faceta do timbre.

De acordo com o corpo o qual ele foi acionado ele possuirá características sonoras únicas e suas particularidades. Isso se dá devido aos harmônicos.

Então você percebe aqui que não dá pra falar de timbre sem entender o que são esses tal de harmônicos.

Pois bem, vamos mergulhar ainda mais nesse universo musical, muitas vezes aparentemente místico e inusitado.

Toda onda sonora quando promovida vibra, tornando assim uma frequência rítmica e na velocidade do seu movimento nos traz diferentes alturas, por exemplo um estímulo lento um som grave, um estímulo rápido um som agudo.

Vamos usar como exemplo a nota lá (A 4) você pode encontrá-la no centro do piano, ela vibra 440 vezes por segundo (Hertz) e possui uma altura sonora que nós identificamos sendo a nota lá. Até aí tudo bem, mas a complexidade do timbre vem agora, de acordo com o objeto de ação e onde ela foi inserida, esse som toma algumas particularidades que se diferem como se fossem cores diferentes. Vejamos se você tocar a corda do violino com o dedo você obtém um som x se você tocar essa mesma corda com o arco obtém um som y. Se essa corda for tocada com o arco em um violino o qual a madeira se encontra sem umidade ou envelhecida promove um som x se for uma madeira recém cortada, com muita umidade obtém um som y, se você passar um verniz novo obtém um som x e um verniz diferente um som y.

Okay, então porque enfim o som muda, volto a dizer, o motivo são os harmônicos, são os sons que vem junto com o som principal, o som principal é a única a nota que nossos ouvidos percebem, é possível distinguir essas notas dos harmônicos usando ferramentas e/ou instrumentos apropriados e  constatamos que o som dos instrumentos acústicos não vem puros (instrumentos digitais é uma outra história). Outros sons (frequências) geralmente mais agudos o acompanham. E o que promove esses outros sons que o sobrepõem e nos fornece essa riqueza sonora?

São justamente no que eles foram acionados e os corpos que eles foram inseridos como nos exemplos citados acima (a caixa acústica do instrumento).

Agora voltamos ao início do texto porque comparamos o timbre com os seres humanos, ouvimos agora o cantor gospel J. Neto, por mais que o timbre da voz dele seja muito parecido com a do Rei Roberto Carlos, ouvidos mais atentos irão perceber que são corpos diferentes, pessoas diferentes, isso porque os corpos possuem tamanhos (caixa acústica) diferentes e também memórias corporais diversas. Portanto, é assim que você sabe diferenciar o som da sua mãe, da sua amiga ou da sua tia antes mesmo que ela ao telefone venha a se identificar.

Contudo, o arco-íris sonoro (assim como em um coro de vozes ou em uma orquestra, podemos assim dizer) nos instiga e nos deixa ao mesmo tempo vislumbrar suas infinitas possibilidades.

Espero que esse texto ao menos lhe desperte o interesse por esse assunto tão cativante e enigmático.

Abraços musicais do seu professor e amigo Bruno Lucio.

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1 comentário

  1. Silvia em 24 de março de 2021 às 10:27

    Oi, Bruno. Texto claro, curto, que nos leva a prestar atenção no timbre presente no nosso cotidiano. Gostei quando diz que o timbre relativo aos instrumentos digitais é outra história…..

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